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72 gols em 53 jogos: Bekamenga, a história do Pelé do Fifa 15

Modo carreira Fifa 15

Artilheiro da Premier League

Ande Bekamenga. Camaronês, camisa 9 nas costas. Um jogador que só existiu no mundo virtual. Mas garantiu horas e horas de diversão para este escriba aqui. Vale encarar tudo como galhofa, achar ridículo. Mas, sério, dava para se divertir. Quem gosta de games de futebol sabe que sempre há uma espécie de Pelé no jogo. Henry dominava o Winning Eleven. Schevchenko também fazia diabruras virtuais no Pro Evolution Soccer. Bekamenga surgiu de maneira inesperada no modo carreira do Fifa 15 quando eu buscava um reforço para fechar a janela do Oxford United ali pela sexta ou sétima temporada.

Ande Bekamenga comemora mais um gol

No início, ainda sem conhecer tanto o jogo, tentava juntar verba para apostar num nome do mundo real que desse um retorno garantido. Mal sabia que no Fifa 15 os jogadores originais, produzidos pelo computador ao longo da temporada, poderiam ser craques virtuais. Com pouco dinheiro, queria apenas um atacante para fechar o elenco. Fui buscar nomes em Barcelona e Real Madrid. Bekamenga, com overall 81, parecia interessante aos 23 anos, no elenco dos culés. Com contrato próximo ao fim, o Barcelona pediu 3,5 milhões de euros. Negócio fechado, Bekamenga com a camisa 9 e no banco de reservas do Oxford United.

Turrão que sou, fui colocando o novo reforço aos poucos. Primeiro jogo, entrada no segundo tempo, um gol. Explosão, velocidade e uma finalização digna dos grandes craques do mundo real. Era o reserva ideal para o veterano Tyrone Barnett, com vaga cativa desde a Quarta Divisão. A tentativa era contratar um substituto para Barnett, camisa 27. Ortmark, um sueco que se destacava, era o alvo. Mas o Pescara pedia 70 milhões de euros virtuais. Inviável. Vamos lá de Bekamenga. Bastaram três jogos para cair a ficha. Em um jogo que privilegiava a correria, como o Fifa 15, Bekamenga era o ideal para comandar o ataque no 4-5-1 do Oxford. Dito e feito. E a história daquele time amarelo inglês começou a mudar on mundo virtual.

Bekamenga parece ser aquela descoberta talhada pelo jogo. Uma oferta à sorte se você encontrá-lo. Finalização potente (96), controle de bola fácil (92), aceleração (97), pique (96), cabeçada (88). E quase não se cansava, jogava todas. O resultado foram as seguidas conquistas de Premier League e Champions. Foram seis de um torneio e cinco de outro, respectivamente. Ao lado de outros jogadores, Mézague, Salifu e Ormark, formaram um quarteto infernal no Oxford dos sonhos. Bekamenga passou a se divertir. Só golaços. Cobertura, perna esquerda, driblando, de rebote. Cinco gols em uma goleada de 6 a 0 sobre o Manchester United em Old Trafford. Um gol nos acréscimos de uma semifinal de Champions que classificou o time diante do Real Madrid no Bernabeu. Divertidíssimo.

Em determinado momento de uma temporada, Bekamenga chegou aos 72 gols em 53 jogos. Artilheiro, claro, de todos os campeonatos que disputou. Média melhor do que a de Cristiano Ronaldo no mundo real. Foi o Pelé do Fifa 15, valorizadíssimo. Propostas inundaram a caixa de email dos manager. A mais alta, de 102 milhões de euros, do PSG. Recusada. Bekamenga continuaria. Diversão não tinha preço no mundo virtual. Ao fim de 15 temporadas, o manager foi obrigado a se aposentar. Bekamenga, com 30 anos, continuava no auge, overall 93. O futuro dele e de todo aquele Oxford não mais existiu. Mas valeu a pena. Como foi divertido jogar com Bekamenga.

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