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Botafogo repete a receita, bate Estudiantes e manda recado: Libertadores é à vera

Pimpão gol Estudiantes 2017 Botafogo Libertadores

Pimpão comemora o gol da vitória sobre o Estudiantes, no Engenhão

Pimpão gol Estudiantes 2017 Botafogo Libertadores

Pimpão comemora o gol da vitória sobre o Estudiantes, no Engenhão

Não havia muita dúvida depois de superar Colo Colo e Olimpia na fase preliminar. Mas para os desconfiados e insistentes, o Botafogo mandou mais um recado na noite desta terça-feira, ao vencer o Estudiantes por 2 a 1: a disputa na Libertadores é à vera. Tem a receita básica: um time com alma e organizado, que venceu pela terceira vez seguida no Nilton Santos, o Engenhão. E líder do Grupo 1, ao lado do Barcelona de Guayaquil.

Botafogo mutante: uma das maneiras

Foi noite de mais uma bela festa da torcida, com fogos, escudo do clube na arquibancada. Mas que começou tensa. Uma das grandes vantagens do time de Jair Ventura é sua capacidade de mutação dentro de um jogo. O Botafogo é uma equipe que consegue variar de um 4-2-3-1 para um 4-1-4-1 na defensiva e, em seguida, encaixar um 4-2-2-2.
Se não estiver atento, fica até difícil acompanhar esses números de telefone, como diz Guardiola. Certo é que o time optou por ter um homem de referência à frente, Roger, em vez da movimentação intensa e troca de posições das partidas contra Colo Colo e Olimpia. Não foi, inicialmente, uma boa estratégia.

O Estudiantes é um time argentino, com valorização extrema da posse de bola, troca de passes em um 4-4-2. A aposta era clara, na velocidade do colombiano Otero pelo centro e lado direito. Driblador, explosivo. Enjoado. Com Solari e Lucas Rodríguez no auxílio. Sem conseguir utilizar as pontas, com Pimpão na esquerda e Camilo mais à direita, o Botafogo teve dificuldades e acabou travado. O meio estava congestionado, o rival bem postado. Restava, então, alçar bola na área. Deu pouco certo.

A bola voltava ao chão e, ali, o Estudiantes trabalhava melhor. Tanto que Otero perdeu boa chance em contra-ataque, invadindo a área e batendo em cima de Gatito. O desafogo do time alvinegro nas bolas aéreas irritava o torcedor. Entregar a posse ao rival é perigoso. Mas quando o Estudiantes parecia melhor, o coelho da cartola.

Marcelo levantou bola da direita para a esquerda, Bruno Silva, na área, errou o voleio, mas ele se transformou num passe. Oportunista, Roger utilizou uma puxeta para abrir o placar e explodir a torcida. 1 a 0. Foi o alívio que o Botafogo precisava. A ansiedade diminuiu. Camilo, de fora da área, quase ampliou e Andújar espalmou. O primeiro tempo terminou suado, mas feliz.

Botafogo da parte final: veloz

Na volta a campo, o Estudiantes continuava organizado. O anunciado cansaço do time argentino ainda não aparecia. E Otero….de novo ele. Saiu da direita e ocupou o lado esquerdo. Continuou infernal. Deu trabalho a Marcelo e Camilo, que estavam pelo setor. Aos 16 minutos, o garoto colombiano sofreu a falta e ele mesmo cobrou. Gatito ajudou um pouco, mas foi um belo gol ainda assim. 1 a 1.

Jair Ventura, aniversariante do dia, mostrava nervosismo. Nem deveria. O seu Botafogo é organizado e tem alma. E foi à luta. Montillo, cansado e bem marcado na partida, deixou o centro do campo para a entrada do antes renegado Sassá. Camilo ocupou a faixa central e atacante foi para a direita. Mais velocidade. E revezamento com Pimpão, que estava à esquerda. Ali, o Botafogo se reencontrou.

Foi numa escapada de Sassá pela esquerda que houve o cruzamento para o centro da área. Camilo bateu nas pernas de Desábato e Pimpão, incansável, já estava na área para finalizar. Dominou a pelota, girou e bateu no cantinho, desafogando de vez a torcida. Roger deixou o campo para a entrada de Guilherme, do lado esquerdo. Sassá avançado, em velocidade. O Botafogo mandou o recado: aceleraria o jogo e brigaria por cada palmo até o fim. O Estudiantes não tinha mais pernas para lutar. De novo o Botafogo. De novo Pimpão. 100% em casa. Organizado, com alma. A Libertadores é à vera.

FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO 2X1 ESTUDIANTES

Local: Estádio Nilton Santos, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 14 de março de 2017
Horário: 21h
Árbitro: Jonathan Fuentes (URU)
Público e renda: 28.176 pagantes / 30.107 presentes / R$ 1.723.825,00
Cartões amarelos: Marcelo e Bruno Silva (BOT) e Iritier e Schunke (EST)
Gols: Roger (BOT), aos 33 minutos do primeiro tempo e Otero (EST), aos 16 minutos e Rodrigo Pimpão (BOT), aos 33 minutos do segundo tempo

BOTAFOGO: Gatito; Marcelo, Carli, Emerson Silva e Victor Luis; Airton, Bruno Silva, Camilo (Rodrigo Lindoso, 44’/2T) e Montillo (Sassá, 23’/2T); Rodrigo Pimpão e Roger (Guilherme, 34’/2T)
Técnico: Jair Ventura

ESTUDIANTES: Andújar; Facundo Sánchez, Schunke, Desábato e Dubarbier; Ascacíbar, Damonte, Solari (Cejas, 39’/2T) e Lucas Rodríguez (Javier Toledo, 35’/2T); Otero e Viatri (Iritier, 29’/2T)
Técnico: Nelson Vivas

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