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A desonestidade não pode ser épica

Barcelona Messi 2017

Barcelona Messi 2017

Quando Sergi Roberto tocou a bola para dentro da rede do PSG aos 49 minutos do segundo tempo, sacramentando o 6 a 1 e a classificação do Barcelona na Champions League, o narrador da tv aberta explodiu. “O time do impossível. O time de exceção. Não acredito no que os nossos olhos veem”. De fato, poderia ser tudo isso. Não fossem dois pênaltis inexistentes que construíram o placar e tiveram interferência direta na definição da vaga às quartas de final. Rapidamente, o mundo que respira o futebol, em sua maioria, agiu em blindagem aos erros. Para construir um conto de fadas, melhor ignorar os defeitos.

Obviamente, a partida no Camp Nou foi histórica. Um 6 a 1 o é, em quaisquer circunstâncias. Ainda mais se o time vencedor fora anteriormente o vencido, por 4 a 0, na partida de ida. Mas obras épicas e fantásticas se constroem dentro de uma normalidade. Não foi o que aconteceu na Catalunha. Pouco importa que o Paris Saint-Germain tenha se encolhido em campo, sido covarde e abraçado o resultado depois do gol de Cavani. Pouco importa que o Barcelona tenha convertido três gols em oito minutos. O princípio básico do esporte é a honestidade. Ela inexistiu na classificação do time de Neymar e companhia.

O tradicional apito amigo aos catalães é bem conhecido na Europa. Assim como seu jogo mágico, com Messi, Neymar e Suárez. Prezar pelo bom jogo, a pureza do futebol, as inovações é ótimo. Vendar os olhos de maneira intencional para erros escandalosos da arbitragem e exaltar um castelo construído sobre areia movediça, pelo contrário. É curioso o comportamento em relação à classificação do Barcelona justamente em um momento em que tanto se discute a utilização de recursos eletrônicos no futebol para minimizar erros. Evitar que times sejam prejudicados. E os dedos estão, em maioria, apontados para o PSG, o prejudicado. Mesmo que tivesse sido covarde, incapaz de segurar o ímpeto do Barcelona, o time francês acabou vitimado com dois gols de lances inexistentes. Teria saído com derrota de 4 a 1 no placar e a classificação debaixo do braço.

A necessidade de rotular o Barcelona como um time “à brasileira antiga” e encampar a torcida pelo maior jogador da seleção, Neymar, talvez explique um pouco o furor da blindagem ao time catalão. “O time da exceção”. Afinal, o coração nos faz ignorar os defeitos e exaltar os feitos. Pois é. É impossível contar a história da classificação do Barcelona diante do PSG sem apontar os dois erros crassos do árbitro. Qualificá-la como um milagre ou fantástica sem lembrar que Suárez simplesmente desabou na área no apagar das luzes para cavar uma penalidade sem sentido. Convém não abraçar erros. A desonestidade, ainda que não ocorra de forma intencional, não pode ser épica.

  • Roberto Sabbag

    Bom, essa é uma visão particular sua. O primeiro pênalti pra mim e muitos outros é claríssimo. O segundo é mais discutível, mas não é absurdo.
    São lances duvidosos, não pode ser taxado como erro absoluto.

    • henry

      E outra,o mascherano fez 2 penaltis,neymar agrediu marquinhos mas comentaristas e blogueiros precisam parar com isso de,se n tivesse isso teria sido aquilo,que coisa chata e burra.N da p saber a sequência de eventos. Acho sim q o psg n tem técnico,alma,torcida e comprometimento mas foi assaltado sim principalmente na bola n mao do mascherano no 0 a0

      • Johnny

        Não tem torcida?PSG tem uma das torcidas organizadas mais engajadas da França,pesquise antes de ficar igual papagaio fazendo discursinho pronto.

        • henry

          Johnny né? Então johnny ,obrigado pelo conselho,prometo n ser mais um papagaio e pesquisar mais;por falar nisso você sabe a definição de engajamento?e de torcida? E ate msm de papagaio? E de, se não tem nada relevante p falar é melhor fechar a latrina?abracao “Johnny” e. Abraço tb p a torcida engajada espetacular do psg

    • Cristiano Alfredo Baroni

      Q jogo vc viu?

    • Thiago

      Concordo plenamente, vários comentáristas disseram que o primeiro pênalti foi claro. Teve um pênalti pro Barça e um pro PSG não marcado. O erro grave foi a marcação do segundo pênalti.

  • Fred Whately

    Ótimo texto.
    Tudo começa com as próprias emissoras nacionais que louvam e vendem o Barcelona em suas chamadas para transmissões, mesas redondas, fazem enquetes com trio MSN, etc. É uma ode desmedida a um clube que, sim, joga um futebol vistoso e vencedor, mas essa aura de time dos sonhos blinda as críticas que são necessárias fazer, tanto dentro quanto fora de campo. Fosse aqui na América do Sul o jogo de ontem seria um escândalo.
    No caso dos franceses, eles preferem sair como amarelões ao invés de serem conhecidos como chorões injustiçados. Isso justifica o discurso dos próprios de que “não há desculpa para o que aconteceu”. Concordo. Melhor manter um pouco de dignidade que ainda resta. Sobre o jogo e seu resultado absurdo cabem à imprensa e comissão de arbitragem da UEFA analisarem o jogo.

  • Douglas

    O texto reflete a minha opinião.
    Tornar o jogo épico foi tão perturbador quanto a arbitragem do jogo.