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Ilha do Urubu x Maracanã: lucro do Flamengo dobra e despesas caem quase 20%

Ilha do Urubu Flamengo São Paulo 2017

Ilha do Urubu Flamengo São Paulo 2017

Com apenas quatro jogos na Ilha do Urubu, o Flamengo pode ter certeza de que escapar do Maracanã foi um bom negócio. Ao menos financeiramente. Em 2017, o clube mandou sete jogos no palco das finais de Copa do Mundo de 1950 e 2014. O resultado é de queda proporcional de 18% das despesas e mais do que o dobro do lucro (de 16,4% para 35%) diante das rendas brutas acumuladas em ambos estádios.

Nos sete jogos no Maracanã, a renda bruta acumulada foi de R$ 17,2 milhões. Deste total, 13,2 milhões – cerca de 77% – foram para cobrir despesas. O Flamengo colocou no bolso apenas R$ 2,8 milhões – aproximadamente 16%. Com capacidade reduzida, a Ilha do Urubu, com o mesmo padrão de ingressos salgados para o bolso do torcedor, a renda bruta chegou a R$ 3,7 milhões nas quatro partidas. R$ 2,2 milhões – 58% – foram gastos com despesas. O clube embolsou, limpo, já descontadas inclusive as penhoras, R$ 1,3 mi – ou 35%. Um salto em relação ao Maracanã.

Caso a proporcionalidade seja momentaneamente desconsiderada e a análise seja feita sobre os números totais, a impressão é de que a diferença é ainda maior. O Maracanã, por exemplo, teve média de despesas de quase R$ 1,9 mi por partida. A Ilha, por sua vez, tem custo até momento de R$ 552 mil por jogo. Ou seja: os valores exigidos no Maracanã são quase três vezes e meia maiores do que num estádio de menor porte, como a nova casa rubro-negra. Apenas para reativar o Maracanã, em março, para a estreia na Libertadores, contra o San Lorenzo, o Flamengo gastou R$ 1,7 mi em infra-estrutura.

Em um jogo longe do Maracanã, Flu tem despesa 3,5 vezes menor

Mesmo com um contrato que, na teoria, aliviaria mais os cofres com o aluguel fixo em R$ 100 mil, o Fluminense foi mais um clube a fugir do Maracanã. Depois de seguidos prejuízos, interrompidos apenas no Fla-Flu, o Tricolor mandou seu jogo na última rodada do Brasileiro, segunda-feira, contra a Chapecoense, em Edson Passos. De novo, colecionou prejuízo, de R$ 7 mil. Mas a queda foi grande nos custos.

Como o clube não divulgou o borderô da partida contra a Universidad de Quito, pela Copa Sul-Americana, a comparação pode ser feita no confronto com o Grêmio, pelo Brasileiro. Na ocasião, o Fluminense, com cerca de dez mil pagantes, teve gasto com despesas de R$ 609 mil no Maracanã. O prejuízo foi grande: R$ 292 mil. Em Edson Passos, os tricolores tiveram cerca de seis mil pagantes. As despesas da partida, no entanto, foram bem inferiores: R$ 169 mil. Certeza de volta ao Maracanã, por enquanto, apenas uma para a dupla Fla-Flu: no segundo turno do Brasileiro, após acordo firmado de que os dois clássicos seriam disputados no estádio, com divisão igualitária entre ambos.

Maracanã x Ilha do Urubu

No Maracanã – 7 jogos (em R$)

Custo Operacional: 2.771.978,70 / Média: 395.996,957
Despesas gerais: 13.266.536,10 / Média: 1.895.219,44
Renda bruta: 17.246.480 / Média: 2.463.782,86
Renda clube: 2.840.860,88 / Média: 405.837,269

Na Ilha – 4 jogos (em R$)

Custo operacional: 733.170,12 / Média: 183.292,53
Despesas gerais: 2.211.157,57 / Média: 552.789,39
Renda bruta: 3.766.397 / Média: 941.599,25
Renda clube: 1.321.953,52 / Média: 330.488,38