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Mesma ideia, características distintas: Flamengo vai mal, mas vence

Abraçado por Everton, Gabriel olha para Damião ao comemorar o gol do Flamengo

Abraçado por Everton, Gabriel olha para Damião ao comemorar o gol da vitória do Flamengo sobre o América-MG

O grande problema em escalar um time praticamente reserva é ter a análise prejudicada por desentrosamento. Os jogadores quase nunca mergulham em uma dinâmica de uma disputa oficial juntos e, claro, sentem dificuldade em campo. Mesmo que haja uma ideia de jogo assimilada pelo elenco. O Flamengo até venceu o América-MG por 1 a 0, gol de Gabriel, no estádio Bezerrão, em Brasília, e encaminhou a classificação na Primeira Liga. Mas ficou devendo muito.

4-2-3-1 que iniciou a partida no Bezerrão

Zé Ricardo optou por deixar apenas dois titulares no time, Muralha e Everton. De restante, todos modificados. Um time no 4-2-3-1 conhecido, mas com jogadores de características diferentes dos titulares. Mesmo sistema, jogo diferente. Gabriel, pelo meio, dava velocidade, soltava bem mais a bola do que Diego, por exemplo. Berrío, pela direita, e Everton pela esquerda apostavam também na explosão. O time tinha pressa em vez da troca de passes característica no meio. De início, parecia que daria certo, com Everton aparecendo rápido na grande área e chutando para fora. Em seguida, uma bela jogada. Renê lançou Damião pelo meio, o centroavante de primeira girou para Berrío na direita, que ultrapassou e tocou para a grande área, onde Gabriel apareceu para concluir para o gol na segunda trave. 1 a 0 em dez minutos. Tudo resolvido? Que nada.

4-4-2 com a dupla Damião e Berrío

Bastou ao América-MG entender que diante de um Flamengo veloz e apreensivo para concluir as jogadas era necessário adiantar a marcação e sufocá-lo em seu campo. Sem Rômulo e Willian Arão e com Cuellar e Márcio Araújo, o time rubro-negro teve dificuldades no passe quando pressionado. O jogo não fluía, ficava preso. Zé Ricardo percebeu e, rapidamente, o time tentou se ajustar em um 4-4-2, com Berrío e Damião à frente de Everton e Gabriel, mais posicionados pelo meio. Também não funcionou. O jogo ficou modorrento, com o time sem achar espaços para aplicar a velocidade. Pelo lado esquerdo, o América-MG achava espaços para Marion tentar superar Rodinei. Por ali, Muralha teve de fazer a primeira defesa no jogo aos 38 minutos, em chute perigoso de longe de Marion.

4-2-3-1 do 2 tempo: sem atacante fixo

No segundo tempo, Zé Ricardo decidiu ampliar os testes. Cafu e Adryan entraram nas vagas de Berrío e Damião, contundidos. O Flamengo voltou a um 4-2-3-1, com Cafu pela direita, Adryan centralizado e revezando a frente com Gabriel. Muita movimentação era necessária. E Gerson Magrão, com uma falta grotesca em Rodinei, ajudou ao receber o segundo amarelo logo com um minuto da etapa final. 11 contra dez significava mais espaço em campo para o time trabalhar a bola, confundir a defesa com movimentação. Às vezes indicava até atacar em um 4-4-2 novamente. Era um time mais livre, mas com dificuldades diante de um América-MG bem postado com duas verdadeiras barreiras de quatro jogadores e um no ataque. Cafu perdeu duas boas chances, uma cara a cara com o goleiro após passe de Adryan pelo meio. Mas o time girava a bola e não conseguia levar vantagem com a superioridade numérica. Animado, o América-MG se lançou ao ataque no fim, pressionando os rubro-negros. Mas foi só. Vitória magra, desempenho ruim. Mudar tantos jogadores de uma vez, às vezes, prejudica.

 

FLAMENGO 1X0 AMÉRICA-MG

Local: Bezerrão, em Gama (DF)
Data: 16 de fevereiro de 2017
Horário: 21h30
Árbitro: Rafael Traci
Público e renda: 8.147 pagantes / R$282.925,00
Cartão amarelo: Messias (AME)
Cartão vermelho: Gerson Magrão (AME)
Gol: Gabriel (FLA), aos 10 minutos

FLAMENGO: Alex Muralha; Rodinei, Donatti, Juan e Renê; Márcio Araújo e Cuellar; Berrío (Cafu / Intervalo), Gabriel e Everton (Léo Duarte 44’/2T); Leandro Damião (Adryan / Intervalo)
Técnico: Zé Ricardo

AMÉRICA-MG: João Ricardo; Auro, Messias, Renato Justi e Pará; Juninho, Ernandes, Renan Oliveira (Rubão 36’/2T) e Gerson Magrão; Felipe Amorim (Marion 30’/1T) e Mike (Tony 9’/2T)
Técnico: Enderson Moreira

 

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