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Na Sul-Americana, Abel mostra o seu Fluminense livre, leve e solto

Richarlison Fluminense Maracanã

Richarlison comemora o segundo gol do Fluminense na vitória sobre o Liverpool-URU no Maracanã

Richarlison Fluminense Maracanã

Richarlison comemora o segundo gol do Fluminense na vitória sobre o Liverpool-URU no Maracanã

Qual o esquema utilizado pelo técnico Abel Braga? Difícil até de dizer. Você observa e está lá um 4-3-3. De repente, um 4-2-3-1. Mais um pouco, 4-1-4-1. Até um 4-5-1. Os jogadores não param. Da esquerda para a direita. Da direita para o centro. Volante que vira meia, meia que vira volante. E foi assim, com muita troca de posições, em ritmo de treino em determinados momentos, que o Fluminense estreou com vitória de 2 a 0 sobre o Liverpool, do Uruguai, pela Copa Sul-Americana, no Maracanã.

O Fluminense do primeiro tempo

Mais do que um time ofensivo que chegou nesta quarta aos 46 gols em 20 partidas na temporada, a torcida tricolor parece gostar da maneira com que a equipe encara os jogos. Parece se divertir. Mas sabe, também, quando acelerar o jogo. Às vezes apresenta uma falsa lentidão com a troca de passes, tranquila, de pé em pé. E de repente pisa no acelerador para surpreender e agredir o adversário. Diante de um rival tão limitado tecnicamente como o Liverpool-URU, os jovens tricolores fizeram o tempo passar. Richarlison na direita, Wellington na esquerda. Mas vez em outra invertiam. Assim saiu o primeiro gol.

Wellington acelerou pela direita, passou por um, por dois e rolou para o meio da área onde Henrique Dourado fez o papel de centroavantão, se jogando na bola para escorar para o fundo da rede. 1 a 0. Era um Fluminense bem superior ao rival. Parecia, na realidade, até um jogo contra um pequeno do Carioca. 68% do tempo a bola estava em pés tricolores. Pés habilidosos. Wendel, mais avançado no Fla-Flu, continuava a iniciar as jogadas tricolores.

Desta vez posicionado ao lado de Orejuela, com Sonorza à frente. O garoto levava a bola para o lado esquerdo, esperava a passagem de Wellington para o meio. à esquerda Léo voava. Um time jovem, motivado e organizado. Não é fácil trocar de posições e manter uma ideia de jogo. A linha para a desorganização é tênue. Mérito de Abel Braga. Com tanta participação ofensiva, o segundo gol chegou antes do fim do intervalo. Sornoza caiu pela esquerda, jogou na área, na rebatida, Richarlison aproveitou de puxeta e mandou para o fundo da rede. 2 a 0.

Fluminense ao fim da partida

No segundo tempo, tudo ficou mais fácil com a expulsão de Gonzalo Freitas por um voleio na cabeça de Henrique com cinco minutos. O ferrolho uruguaio aumentou com um a menos. Mas longe de trazer qualquer complicação. O Fluminense, então, diminuiu o ritmo. Ainda com muita troca de passes – foram 437 de acordo com o site Footstats – e posições. Os jogadores pareciam se divertir em pleno Maracanã. E chegaram a 25 finalizações na partida. Com o quadro tranquilo, Abel trocou peças.

Henrique Dourado, Wellington e Léo saíram para as entradas de Pedro, Lucas Fernandes e Marquinhos Calazans. Na prática, Richarlison passou para a esquerda do ataque e Lucas Fernandes entrou no lado direito. Mas a ideia era a mesma. Um time com muita variação de esquema, troca de posições, alternando aceleração com passes em fartura. Sornoza arriscou de longe, a bola passou perto. Mas o placar ficou por aí. Ao fim do jogo, os jogadores tricolores ainda tinham ímpeto para avançar. Um bom reflexo da boa preparação física da equipe. Apito final, vantagem para o jogo de volta, que não deve preocupar. O Fluminense, hoje, é um time que dá gosto de ver. Livre, leve e solto.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 2X0 LIVERPOOL

Local: Maracanã
Data: 05 de abril de 2017
Horário: 21h45
Árbitro: Eber Aquino (PAR)
Público e renda: 34.017 pagantes / 37.145 presentes / R$ 1.030.970,00
Cartões Amarelos: Richarlison, Wellington, Henrique Dourado (FLU); Almeida e Royón (LIV)
Cartão Vermelho: Gonzalo Freitas, aos quatro minutos do segundo tempo.
Gols: Henrique Dourado (FLU), aos 23 minutos e Richarlison, aos 39 minutos do primeiro tempo.

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo (Marquinho Calazans, 37’/2T); Orejuela, Wendel e Sornoza; Wellington (Lucas Fernandes, 26’/2T), Henrique Dourado (Pedro, 26’/2T) e Richarlison
Técnico: Abel Braga

LIVERPOOL-URU: De Amores, Rodales, Platero, Martín Díaz e Almeida; Gonzalo Freitas, Santiago Viera, Latorre e Aprile (Martínez, 35’/2T); Royón (Cantera, 14’/2T) e De la Cruz(Gustavo Vieira, 44’/2T)
Técnico: Alejandro Bertoldi

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