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A demo de FIFA 19: jogo muda de patamar com imersão no mundo da tática

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Em 2017, a EA Sports chegou mais devagar com a nova edição de FIFA. Deu uma bela polida em FIFA 18, com ajustes finos, melhorando de forma leve a jogabilidade e sem grandes novidades. Talvez fosse mesmo suficiente, já que o game é absoluto no seu nicho. Não há melhor opção para viver uma experiência de futebol no mundo virtual do que a franquia da produtora canadense. Neste ano, no entanto, a decisão da EA Sports parece mesmo ter sido pular uns degraus e elevar o game a outro patamar. É isso que nos indica a demo de FIFA 19, liberada no fim da última semana. O jogo abriu ainda mais vantagem sobre o principal concorrente, PES.

Taticas FIFA 19 tacticsTestamos o novo FIFA em um PS4, no nível legendary. E a impressão foi a melhor possível. Sim, a jogabilidade melhorou. A fluidez está melhor, deixando o game muito gostoso de jogar. O controle sobre os jogadores virtuais está bem mais manual, diminuindo demais a sensação de que há uma mecânica pré-programada. Para isso, um componente adicionado nesta edição foi fundamental: a chamada finalização calibrada. Lembra aquele papo de puxar o jogador na frente da grande área, apertar R1 + quadrado, ver a bola entrar no ângulo e comemorar? Pois então, ficou mais difícil. É necessária uma técnica mais caprichada de quem está com o controle na mão, medindo muito mais a intensidade com que toca o botão. Em um lance, saímos com Sterling, do Manchester City, na cara do goleiro, envergamos o corpo para chapar no canto com a canhota. Em FIFA 18 fatalmente seria gol. Agora? O atacante inglês mandou quase na lateral.FIFA 19 táticas tactics

Essa jogabilidade mais refinada foi muito impactada por uma enorme evolução do game com o maior detalhamento da postura tática dos times. Parte essencial do mundo real, agora você deve ter uma mínima noção de esquemas e posicionamento para melhorar a sua imersão em FIFA 19. Então, amigo, comece a acompanhar os jogos pelo mundo com maior atenção. Há lá todas as opções que Guardiola, Klopp e companhia utilizam em seus festejados trabalhos. Qual o comportamento da sua equipe ao defender? Marcação mais adiantada, com pressão sempre sobre o adversário ou um time mais recuado, com linhas próximas e realizando a pressão no rival ao perder a posse de bola? Basta selecionar em leves toques antes dos jogos. É absolutamente fantástico. Até o amigo que gosta do bom tatiquês pode se fartar. Time com mais amplitude e profundidade? Voilà. Está feito.

Neymar FIFA 19É interessante que não se trata apenas de um mimo da EA Sports para forçar uma novidade e justificar o novo game. Não é enfeite. Há impacto real em como sua equipe se apresenta no campinho virutal. Tente jogar com o Manchester City, por exemplo. A pressão dos jogadores nos rivais é incrível, um sufoco claro. Mas, obviamente, há um preço, muito bem balanceado pelos produtores do jogo: os jogadores ficam muito desgastados. Certamente você será obrigado a realizar trocas na equipe antes do que imagina. Por isso é interessante variar a postura ao longo de uma disputa. E há várias possibilidades. Até para quem gosta de uma boa retranca, com o time fechadinho e apostando só em bola longa. Vá nas táticas e tudo se resolve. Manter o time bem compactado, próximo e armando contra-ataques fulminantes para chegar ao gol rival com três toques? Fácil. A função, tão real, eleva o game a um novo patamar, abrindo muita distância para o rival PES 2019, já lançado e que evolui, mas parece não encontrar maneiras de chegar a ponto de equilibrar a disputa com FIFA 19.

Hunter de volta para seu capítulo derradeiro

A demo de Fifa dá ainda um gostinho da saga The Journey, com Alex Hunter em busca da consagração na Uefa Champions League. Aliás, a licença do maior campeonato de clubes do mundo é um grande destaque de FIFA 19. Além de The Journey, podemos jogar apenas com clubes que disputam a competição europeia e numa simulação de um embate na fase de grupos da competição. Toda a identidade visual do torneio foi muito bem aproveitada pela EA Sports, possibilitando uma ótima imersão. Mas, bem, falávamos sobre Hunter.

Para quem jogou as duas últimas edições de FIFA, a ascensão do jovem jogador inglês desde a base até o sucesso nos profissionais é bem conhecida. E a possibilidade de ida para o Real Madrid bem encaminhada no fim da última versão do modo história. Pois bem. Hunter está, sim, no campeão europeu na demo de The Journey, intitulada com “Champions”. E podemos jogar a estreia do garoto na Champions League, rodeado por estrelas como Modric, Marcelo, Casemiro, Kroos e tantos outros. Teremos, também, a possibilidade de desenvolver as histórias de outros personagens: Danny Williams, amigo de Hunter, e Kim Hunter, irmã do protagonista. Mas isso só na versão completa. Mesmo caso dos badalados novos modos de Kick Off. Regra da Casa (onde você estipula com quais regras vai querer jogar) e Modo Sobrevivência (a cada gol marcado, seu time perde um jogador de forma aleatória, exceto o goleiro). De qualquer maneira, a demo foi um ótimo aperitivo. O game será lançado dia 28 de setembro.

Copa do Mundo nos games: entre erros e acertos da EA, uma diversão bem válida

Quem curte Copa do Mundo e videogame já está mais do que acostumado. A alguns dias do Mundial chega o game oficial do torneio e todos ficam na expectativa. Pois FIFA World Cup Russia 2018, da EA Sports, chegou há quase 15 dias por meio de uma atualização grátis para quem já tinha FIFA 18. Ótimo, não? Bom, inicialmente parecia que sim. Mas não é um pleno ceu de brigadeiro assim. Talvez por não ter custo algum, o game é bem simples. Sentimos falta de características presentes em edições passadas. Ainda assim, não deixa de ser uma boa opção de diversão.

Brasil Copa do Mundo videogame EA Sports FIFA 18
Marquinhos, o capitão do hexa virtual

Testamos o jogo na versão para PlayStation 4. Após uma atualização automática de cerca quase 6 GB, o modo Copa do Mundo foi disponibilizado sem problema algum. Os menus, de fato, são bem bacanas. Todos com a identidade oficial da Copa da Rússia, muito vermelho, muito azul. Sentimos falta, mesmo, de algumas músicas da trilha oficial deste Copa. Mas de cara já bate aquela decepção: há apenas três opções de jogo. Amistosos, a disputa do torneio e o Ultimate Team. “Mas o que mais você queria?”, devem estar perguntando os três leitores deste texto. Pois bem, há uma possibilidade a explorar com algo chamado Copa do Mundo.

Quem não lembra da Copa da França, em 1998? Road to World Cup 98 foi um sucesso de vendas e o gamer podia utilizar todas as seleções do mundo, nos mais diversos estádios, encarando as eliminatórias. Convocações, esquema tático, tudo para se sentir um verdadeiro representante do país rumo ao Mundial. Além disso, no mesmo ano foi lançado o jogo oficial “Copa do Mundo 98”. Era demais. Além de amistosos e do próprio torneio havia um módulo onde podíamos jogar com equipes históricas, como o Brasil de 58 (o gameplay era preto e branco!), Brasil de 70, Itália de 82. Divertidíssimo e sempre uma ótima opção para que a turma mais nova se familiarize com craques do passado. Mas não, não há essa opção.

Brasil campeão Copa do Mundo 2018
A campanha do hexa no FIFA 18

Nas últimas edições, sempre vendidas separadamente e não como um modo extensível, Copa do Mundo apresentou diversas maneiras de divertir. Há, claro, aquela ponta de esperança de que ocorra uma nova atualização e possamos tentar o rumo de jogos na Copa. Em 2014, por exemplo, a tarefa mais “fácil” era simplesmente empatar o jogo entre Brasil e Alemanha no Mineirão quando os germânicos já venciam por 5 a 0. Não conheço uma pessoa que conseguiu. Tomara que algo parecido se repita nese módulo extra disponibilizado da EA Sports. Mas vamos parar de enrolação e falar do jogo em si. Pois então, quando a bola rola é bem legal, divertido. Fizemos três testes e encaramos a Copa com França, Brasil e Argentina. Todos no nível “World Class” de dificuldade. Como diria professor Luxa, batemos campeão duas vezes.

FIFA 18 Tite Brasil
Tite no FIFA 18: parecido?

A parte gráfica é um destaque. Com toda identidade visual da Copa da Rússia incorporada, os jogos são bem bonitos de observar. Plasticamente não há um defeito sequer. Quer dizer….talvez o técnico da Seleção Brasileira, Tite, o Adenor, não tenha ficado muito parecido no mundo virtual, não. Tem que retomar, tem que recuperar….brincadeira! Dá para passar. Vários jogadores, como Neymar, tiveram o visual todo repaginado. E há alguns naõ muito parecidos, como Renato Augusto e outros nem convocados e presentes no grupo, casos de Luan, do Grêmio, e Diego, do Flamengo. Com a Seleção, nove pontos na fase de grupos, um time ousado com Philippe Coutinho, Neymar e William. 5 a 0 no México nas oitavas, 2 a 1 na Inglaterra, o jogo mais pegado, nas quartas. 2 a 0 na França na semi e estrondosos 4 a 0 na Espanha. Marquinhos foi o capitão escolhido para levantar o hexa.

Partimos, então, para tentar brincar com a França. É um assombro a quantidade de talentos que tem nesta seleção. Mas a conquista da taça não foi tão fácil quanto com o Brasil. Nas oitavas, prorrogação e vitória de 4 a 3 sobre a Croácia. Nas quartas de final, 2 a 0 nos anfitriões, a Rússia. 4 a 1 na Bélgica na semifinal e um jogo de muitos gols perdidos na final, apenas um magro 1 a 0 sobre a Alemanha. Todos os uniformes estão atualizadíssimos, claro, o que dá um especial ainda maior no jogo. E fomos, então, tentar tornar Messi e companhia campeões do mundo. Suamos, suamos e….não batemos campeão.

Islândia comemoração Copa do Mundo FIFA 18
A comemoração tradicional da Islândia

Já na estreia a comprovação que o jogo está fidedigno ao mundo real. Com um elenco bem limitado, a Argentina do Chute Cruzado tomou um sufoco da Islândia. Teve Otamendi expulso com minutos e só arrancou um empate em 3 a 3 no fim da partida. Aliás, aí uma boa surpresa: lembra da comemoração característica dos jogadores islandeses com a torica, que ganhou o mundo na Eurocopa? Então, ela está no modo Copa do Mundo de FIFA 18. Esse foi um detalhe muito bacana da EA Sports, feito com carinho. Pois bem. Na sequência da campanha Argentina, o time perdeu Messi, lesionado, nas oitavas, vitória de 4 a 2 sobre a Dinamarca. 4 a 1 em Portugal nas quartas, 1 a 0 na Alemanha na semifinal e na finalíssima o retorno de Messi no segundo tempo. Não deu muito certo. Perdemos por 4 a 2 para a Ótima Geração Belga na prorrogação. Fim do sonho.

Mas então, não vale a pena jogar o modo Copa do Mundo? Sim, claro que vale. É um trabalho bem feito, mas de forma simples. Talvez por economia de custos e por não entender que o mercado absorveria um jogo novo ao custo de mais de R$ 200, a EA decidiu dar esse presente. Estão lá a possibilidade de amistosos inclusive com seleção naõ classificadas, como Holanda e Inglaterra, o torneio em si e o Ultimate Team. É divertido, vale chamar os amigos e tentar levantar a Copa na Rússia virtual.

Uma bela polida e pronto: Fifa 18 chega para manter a soberania da franquia

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Fifa é um game de futebol já muito bem estabelecido no mercado. Preferido da rapaziada que curte ficar horas na frente de um videogame, o jogo promoveu algumas mudanças nas últimas edições talvez até na tentativa de não cair na acomodação e ameaçar seu reinado. Era motivo de reclamação de alguns usuários. Mexer no que já estava bom? Mas tinha lá sua lógica comercial. Em Fifa 18, no entanto, a EA Sports foi mais tímida nas mudanças. A nova edição é um avanço de Fifa 17. Uma bela de uma polida no que já era muito bom. E o resultado é fantástico.

A impressão que se tem ao jogar Fifa 18 é que, enfim, você tem controle total e absoluto sobre os bonequinhos virtuais que correm por você dentro da tv. Agora não tem mais desculpa. A jogabilidade está ainda mais sensível. Então, meu amigo, passe errado foi culpa sua mesmo. Nem adianta olhar para o controle – ou joystick, como queira. Isso possibilita ao gamer refletir fielmente sua característica no jogo. Com maior controle sobre as ações, a sua equipe vai ter mesmo a sua cara, seja um retranqueiro de marca maior ou um apaixonado pelo tiki-taka virtual.

Fifa 18 Cristiano Ronaldo Real MadridPara quem estava acostumado a jogar Fifa 17 é bom até tomar um pouco de cuidado, já que os botões estão bem mais sensíveis. Um leve toque é suficiente para resultar num bom passe em profundidade ou lançamento. O jogo flui muito bem. É gostoso demais jogar. A movimentação dos jogadores, inclusive, parece muito mais natural. O ideal, sempre, é que você passe uma semana testando o game e esperando a atualização quase certa. Pois ela veio. A EA liberou na quinta, dia 5 de outubro, o primeiro patch para corrigir alguns defeitos. E mandou bem.

Isso porque embora fosse muito gostoso de jogar, Fifa 18 permitia placares elásticos não tão comuns assim na franquia. O sistema defensivo virtual parecia mais falho, com espaços não vistos em outras edições e os goleiros….bem, era meio esquisito ver Cech, Courtois e Neuer aceitando os chutes da entrada da área com alguma tranquilidade. R1 + Quadrado na entrada da área e a criança morria no ângulo com alguma facilidade. A correção foi feita e agora até Mignolet, do Liverpool, já está praticando algumas defesas impossíveis. Muito plásticas. Além disso, a rede estava dura, dura. Para o gosto brasileiro, que curte um veu de noiva, incomodava. Mas ela ficou mais maleável depois da atualização.

A parte visual, aliás, está ainda mais polida. É um jogo bem bonito, com jogadores fielmente retratados e com ambiente das torcidas, ainda mais detalhadas, caprichado. Fora os cânticos que te levam para dentro dos estádios. Cheguei a jogar uns três jogos contra o Seattle Sounders, da MLS, e o berro dos fãs com “Seaaaaaaaattle” chega a incomodar e desconcentrar mesmo, o que torna o jogo muito mais real. Experiência fantástica e que é replicada em todas as grandes ligas europeias.

A volta de Hunter no The Journey

Uma das grandes expectativas neste Fifa 18 era o novo capítulo da saga de Alex Hunter, o jogador fictício que começou sua carreira na edição anterior. E, sim, aa EA deu um passo adiante com a história do jogador. A começar pela sua visita a uma favela do Rio de Janeiro, disputando uma pelada com ares do bom e velho Fifa Street ao lado do amigo fanfarrão Danny Williams. Mas no retorno à Inglaterra tudo sacode na vida de Hunter.

Foi um cuidado interessante: em vez de deixar o jogador mais estabelecido no clube e numa rotina monótona de treino-jogo-treino, Fifa 18 teve cuidado de deixar o universo de Hunter mais aberto às suas escolhas. Cabe a você decidir se vai voltar a ver determinado personagem na jornada do atacante e, claro, arcar com as consequências disso no futuro. Há decisões que são tomadas por você para simplesmente seguir o roteiro da vida de Hunter – e isso, pelo menos, me desagradou bastante.

O modo The Journey, no entanto, contém ótimas nuances, com novos personagens, possibilidade de transferências, lesões e algumas surpresas que expandem o universo do jogador e tornam a experiência com Hunter mais emocionante. O maior ponto negativo, de novo, é ser uma jornada curta. Dura muito pouco a experiência com Hunter e em três dias você consegue matar toda a história. É meio irritante até imaginar que a saga do jogador pode durar dez anos em Fifa a doses homeopáticas.

O modo carreira – outro alvo de atenções – promete bastante com o novo formato de negociações, mais demoradas, com tantas cláusulas. Formar times com craques parece não ser mais tão fácil assim. E o pesar para nós, brasileiros, é o completo desleixo de nossos clubes, jogadores e confederação com o game mais popular de futebol. Sim, alguns clLukaku Fifa 18 Manchester Unitedubes estão até no game, mas todos com jogadores genéricos. É difícil explicar para uma criança porque Messi e Cristiano Ronaldo estão em Fifa e o lateral-esquerdo do Vitória, por exemplo, não. Uma cegueira de dar dó e até pena.

Sim, Fifa 18 tem alguns pecados, mas mantém a franquia absoluta no mercado, permitindo com a polida na versão anterior um prazer no jogo. É divertido e ainda mais gostoso jogar o game com todos os detalhes. Para quem jogou futebol nos consoles dos anos 80 e 90 ver esse grau de realismo é, mesmo, um deleite. Mas que bela polida.

A demo de PES 2018: franquia evolui e dá sinais de recuperação

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Pro Evolution Soccer evoluiu mais uma vez. A cada ano, a franquia de futebol da Konami parece refinar ainda mais o seu mecanismo em busca do terreno perdido para o rival Fifa ainda na última geração de consoles. Sim, a demo lançada nesta semana é bem agradável. Os gráficos são impressionantes de tão detalhados. Messi, Neymar e Gabriel Jesus parecem ter enviado seus clones diretamente para o jogo. A reprodução é fiel. Mas fica a sensação de que ainda falta algo.

Veja, PES é um ótimo jogo de futebol virtual. Sou um autêntico vira-casaca desde que o mundo de games do esporte mais popular do mundo ficou dividido entre fãs de PES e Fifa. Comecei lá atrás, há mais de 20 anos, com o jogo da EA Sports, migrei para o Winning Eleven e posteriormente PES. No PlaySation 3 curtia mais o game da Konami, apesar dos protestos de amigos inconformados. Parecia ser mais detalhista. No PS4, Fifa deu passos que só agora PES parece ter entrado na pista disposto a combater.

A movimentação robótica dos jogadores nos novos consoles em PES é, cada vez mais, parte do passado. Na edição 2018, o jogo está bem mais fluído, natural. Uma jogabilidade bem mais caprichada. O controle sobre os movimentos dos jogadores foram refinados. Assim como passes e chutes. A impressão anterior era de que cada movimento desses era um pontapé num pedaço de concreto. Com os dedos no joystick você parecia sentir o peso. Agora, não mais. A ambientação também é ótima, com retratação fidedigna dos estádios.

O que pesa é o que parece ser uma falta de compromisso da Konami com as atualizações. Assim que você inicia a demo, um anúncio avisa que os elencos são baseados nos grupos dos clubes em maio deste ano. Ou seja, torcedor do Flamengo está pensando em ter uma palhinha do time com Everton Ribeiro e Diego Alves? Esqueça. Não existem. Neymar ainda está no Barcelona e Dembelé no Borussia. Ao menos esse gostinho a Konami poderia ter dado aos gamers. O trauma em relação à demora nas atualizações dos elencos, principalmente brasileiros, é bem grande.

Sim, Corinthians e Flamengo, exclusivos do PES 2018, estão na demo. Assim como Barcelona, outro clube parceiro, Inter de Milão, Borussia Dortmund, Liverpool (impressionantemente vistoso com jogadores e uniforme tão bem retratados), Boca Juniors, River Plate e as seleções de Brasil, Argentina e Alemanha. Costumo dizer que para quem viveu a década de 80 com Atari, passando por outros consoles, é até um pecado reclamar dos jogos atuais disponíveis. Sim, PES 2018 parece ser um jogo bem divertido, mais bem tratado, em franca evolução. Vale a pena o teste.

Título: Pro Evolution Soccer 2018
Data de lançamento: 12 de setembro
Preço sugerido: R$ 175,99
Tamanho da demo: 5 GB
Plataformas disponíveis: PS3, PS4, XBox One e X360.

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