Richarlison Fluminense Maracanã
Na Sul-Americana, Abel mostra o seu Fluminense livre, leve e solto
06 Abril 00:13
Flamengo Vasco Guerrero Rodrigo Taça Rio 2017
Em um turno, a inversão: na Taça Rio, a distância entre Vasco e Flamengo encolheu
08 Abril 21:52

Atual motivo de discórdia, Arena da Ilha uniu Botafogo e Flamengo há 12 anos

Arena da Ilha Flamengo Botafogo

Arena da Ilha Flamengo BotafogoAtualmente um dos palcos da discórdia entre Botafogo e Flamengo por conta de obras na tubulação de esgoto, o estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, foi motivo de união dos clubes há 12 anos. Na ocasião, o Maracanã fora fechado para mais uma de suas reformas – a da vez visava os Jogos Pan-Americanos de 2007. Ainda sem a existência do Engenhão, Botafogo e Flamengo firmaram acordo com a Petrobras e o Governo do Rio para financiar a reforma do local para a temporada. Deu certo. O tom em nada lembrava o belicoso dos dias atuais.

“A parceria demonstra claramente que Botafogo e Flamengo têm os mesmos problemas e buscam as mesmas soluções. Seremos parceiros fora de campo, mas dentro das quatro linhas continuaremos ferrenhos e eternos adversários. Acima de tudo, buscamos a retomada do futebol carioca”, disse o então presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, ao lado de Marcio Braga, então presidente do Flamengo.

O acordo foi anunciado em março de 2005

Em março daquele ano, as partes anunciaram a parceria. O Governo do Rio ajudou com R$ 2 milhões em forma de incentivos fiscais. A Petrobras bancou a maior parte com R$ 3 milhões. Em troca, teve direito aos naming rights do Estádio Luso-Brasileiro até o fim daquele ano. Oficialmente, o nome dado foi de Petrobras Lubrax Arena. Mas Arena Petrobras ou Arena da Ilha se tornaram mais populares. Com os R$ 5 milhões da reforma houve a instalação de três arquibancadas tubulares, aumentando a capacidade de 5 mil para 30 mil torcedores. O gramado foi trocado e teve as dimensões ampliadas para 108m x 72m. 90 refletores foram instalados, assim como houve reformas nos vestiários e cabines de transmissão.

A previsão era de que 36 jogos seriam disputados no local. Clássicos, no entanto, seriam evitados por precaução a brigas de torcedores na região. Foi cumprido, em parte. O Botafogo disputou 20 partidas na Arena da Ilha. E dois clássicos. Um contra o próprio Flamengo e outro contra o Vasco. Já os rubro-negros jogaram 17 vezes na Petrobras Lubrax Arena.

Portões fechados e ingressos em conta

Punido no Brasileiro do ano anterior, o Botafogo disputou as duas primeiras partidas, contra Corinthians e Atlético-MG, de portões fechados. Apenas no terceiro jogo como mandante, vitória de 2 a 0 sobre o Atlético-PR, pôde receber público. Foram 12.894 pagantes. No total, o time venceu 12 jogos, empatou quatro e perdeu outros quatro. Marcou 36 gols e sofreu 21. O Flamengo, por sua vez, sofreu mais.

Nas 17 partidas disputadas, venceu sete, empatou cinco e perdeu cinco. Fez 28 gols e sofreu 27. Na estreia, diante do Santos de Robinho, 7.785 torcedores pagaram para assistir à vitória rubro-negra por 2 a 1, com grande atuação do goleiro Diego. Os ingressos estavam em conta. Atrás do gol, o valor era de R$ 5 (R$ 9,83 no valor corrigido). Na área central, R$ 15 (R$ 29,48 corrigidos). Nas cadeiras, R$ 30 (R$ 58,96). A média de público do Rubro-Negro foi de 3.302 torcedores na Arena da Ilha.

Os comentários estão encerrados.