Henrique Dourado Fluminense Grêmio Porto Alegre 2017
No Sul, Fluminense vê suas fichas de 2017 no fim diante do Grêmio
02 outubro 17:47
Diego Bahia Ilha do Urubu 2017
No placar muito elástico sobre o Bahia, Flamengo vê de novo um Diego decisivo
20 outubro 00:30

Uma bela polida e pronto: Fifa 18 chega para manter a soberania da franquia

Fifa 18 Cristiano Ronaldo Real Madrid

Fifa é um game de futebol já muito bem estabelecido no mercado. Preferido da rapaziada que curte ficar horas na frente de um videogame, o jogo promoveu algumas mudanças nas últimas edições talvez até na tentativa de não cair na acomodação e ameaçar seu reinado. Era motivo de reclamação de alguns usuários. Mexer no que já estava bom? Mas tinha lá sua lógica comercial. Em Fifa 18, no entanto, a EA Sports foi mais tímida nas mudanças. A nova edição é um avanço de Fifa 17. Uma bela de uma polida no que já era muito bom. E o resultado é fantástico.

A impressão que se tem ao jogar Fifa 18 é que, enfim, você tem controle total e absoluto sobre os bonequinhos virtuais que correm por você dentro da tv. Agora não tem mais desculpa. A jogabilidade está ainda mais sensível. Então, meu amigo, passe errado foi culpa sua mesmo. Nem adianta olhar para o controle – ou joystick, como queira. Isso possibilita ao gamer refletir fielmente sua característica no jogo. Com maior controle sobre as ações, a sua equipe vai ter mesmo a sua cara, seja um retranqueiro de marca maior ou um apaixonado pelo tiki-taka virtual.

Fifa 18 Cristiano Ronaldo Real MadridPara quem estava acostumado a jogar Fifa 17 é bom até tomar um pouco de cuidado, já que os botões estão bem mais sensíveis. Um leve toque é suficiente para resultar num bom passe em profundidade ou lançamento. O jogo flui muito bem. É gostoso demais jogar. A movimentação dos jogadores, inclusive, parece muito mais natural. O ideal, sempre, é que você passe uma semana testando o game e esperando a atualização quase certa. Pois ela veio. A EA liberou na quinta, dia 5 de outubro, o primeiro patch para corrigir alguns defeitos. E mandou bem.

Isso porque embora fosse muito gostoso de jogar, Fifa 18 permitia placares elásticos não tão comuns assim na franquia. O sistema defensivo virtual parecia mais falho, com espaços não vistos em outras edições e os goleiros….bem, era meio esquisito ver Cech, Courtois e Neuer aceitando os chutes da entrada da área com alguma tranquilidade. R1 + Quadrado na entrada da área e a criança morria no ângulo com alguma facilidade. A correção foi feita e agora até Mignolet, do Liverpool, já está praticando algumas defesas impossíveis. Muito plásticas. Além disso, a rede estava dura, dura. Para o gosto brasileiro, que curte um veu de noiva, incomodava. Mas ela ficou mais maleável depois da atualização.

A parte visual, aliás, está ainda mais polida. É um jogo bem bonito, com jogadores fielmente retratados e com ambiente das torcidas, ainda mais detalhadas, caprichado. Fora os cânticos que te levam para dentro dos estádios. Cheguei a jogar uns três jogos contra o Seattle Sounders, da MLS, e o berro dos fãs com “Seaaaaaaaattle” chega a incomodar e desconcentrar mesmo, o que torna o jogo muito mais real. Experiência fantástica e que é replicada em todas as grandes ligas europeias.

A volta de Hunter no The Journey

Uma das grandes expectativas neste Fifa 18 era o novo capítulo da saga de Alex Hunter, o jogador fictício que começou sua carreira na edição anterior. E, sim, aa EA deu um passo adiante com a história do jogador. A começar pela sua visita a uma favela do Rio de Janeiro, disputando uma pelada com ares do bom e velho Fifa Street ao lado do amigo fanfarrão Danny Williams. Mas no retorno à Inglaterra tudo sacode na vida de Hunter.

Foi um cuidado interessante: em vez de deixar o jogador mais estabelecido no clube e numa rotina monótona de treino-jogo-treino, Fifa 18 teve cuidado de deixar o universo de Hunter mais aberto às suas escolhas. Cabe a você decidir se vai voltar a ver determinado personagem na jornada do atacante e, claro, arcar com as consequências disso no futuro. Há decisões que são tomadas por você para simplesmente seguir o roteiro da vida de Hunter – e isso, pelo menos, me desagradou bastante.

O modo The Journey, no entanto, contém ótimas nuances, com novos personagens, possibilidade de transferências, lesões e algumas surpresas que expandem o universo do jogador e tornam a experiência com Hunter mais emocionante. O maior ponto negativo, de novo, é ser uma jornada curta. Dura muito pouco a experiência com Hunter e em três dias você consegue matar toda a história. É meio irritante até imaginar que a saga do jogador pode durar dez anos em Fifa a doses homeopáticas.

O modo carreira – outro alvo de atenções – promete bastante com o novo formato de negociações, mais demoradas, com tantas cláusulas. Formar times com craques parece não ser mais tão fácil assim. E o pesar para nós, brasileiros, é o completo desleixo de nossos clubes, jogadores e confederação com o game mais popular de futebol. Sim, alguns clLukaku Fifa 18 Manchester Unitedubes estão até no game, mas todos com jogadores genéricos. É difícil explicar para uma criança porque Messi e Cristiano Ronaldo estão em Fifa e o lateral-esquerdo do Vitória, por exemplo, não. Uma cegueira de dar dó e até pena.

Sim, Fifa 18 tem alguns pecados, mas mantém a franquia absoluta no mercado, permitindo com a polida na versão anterior um prazer no jogo. É divertido e ainda mais gostoso jogar o game com todos os detalhes. Para quem jogou futebol nos consoles dos anos 80 e 90 ver esse grau de realismo é, mesmo, um deleite. Mas que bela polida.