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Cruzados da Copa, dia 8: o fim de um sonho sob todos os ângulos na Copa das imagens
19 de junho de 2026

Cruzados da Copa, dia 9: precisamos falar sobre Vini

Twitter Copa do Mundo Fifa

(Twitter Copa do Mundo Fifa)

Dia 9. É bem compreensível que a régua geral com a Seleção Brasileira esteja sempre lá no alto. Pouco importam fase, adversário, circunstâncias. É preciso vencer, convencer, dar baile, criar momentos épicos, especialmente se o torneio for a tal da Copa do Mundo. Pois lá estava o Brasil de Carleto de cara sob todos os holofotes e desconfianças já na primeira rodada. Chegou, então, o Haiti pela frente. Seleção simpática, mas frágil. 3 a 0 com um bom primeiro tempo, intenso até. E um segundo tempo um tanto quanto acomodado. Venceu, mas coletivamente não convenceu. Só que uma estrela, de novo, brilhou: Vinicius Junior. E me vem à cabeça: por que raios falamos tão pouco dele?

Pode ser uma percepção absolutamente subjetiva, não generalizada. Mas vamos lá: Vini foi pela segunda vez consecutiva o melhor jogador da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo. Tirou o gol da cartola contra Marrocos depois de dar outro, recusado, a Igor Thiago. Diante de uma torcida exigente, com tanto estalar de língua, lá foi o Camisa 7 uma vez mais decidir uma partida. Participou de todos os lances contra o Haiti, fez mais um gol, levou de novo o prêmio de melhor em campo. E, no geral, os debates da Seleção Brasileira do boteco às mesas especializadas giram em torno de Neymar, Endrick, Casemiro. Falamos muito pouco sobre Vinicius Junior. Apenas 25 anos. Talvez mais dez em alto nível pela frente. De novo: é um jogador muito pouco debatido para o tamanho que tem em campo.

Destaque do Real Madrid, artilheiro em duas finais de Champions, o guri revelado no Flamengo parece o tempo todo ser provocado a se provar. Tite em 2022 só o encaixou no time de última hora e no momento decisivo, contra a Croácia, o sacou de forma surpreendente apesar de participações decisivas. Não se trata aqui de alçar Vini ao Olimpo de Messi e companhia. Esses lá estão, consolidados, e o atacante talvez não consiga mesmo chegar a esta elite de todos os tempos. Mas é, hoje, um jogador de topo. E já histórico. Debate-se e se pensa de tudo um pouco sobre Neymar. É um personagem fascinante, com seus erros e acertos. Inegável. Mas o Camisa 10 da Seleção Brasileira, neste momento, nem condição de jogo tem. Conta 34 anos, e plenos declínios físico e técnico. É uma miragem. Vini, a realidade.
Devemos falar mais sobre ele. Abordar mais sobre sua influência em jogos de Copa do Mundo. No álbum de figurinhas da Copa é ele o rosto da Seleção tal qual Cristiano Ronaldo, Messi, Mbappé, Kane são em suas. Há uma resistência em falar sobre Vini. Elogiá-lo. Considerá-lo à altura de um grande nome do Brasil em Copas. Insisto: por quê? Talvez o tempo nos responda melhor. Siga a bailar, Vini.

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