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Cartão ‘doido’ de André Luis e show de Verón: o último duelo entre Botafogo e Estudiantes

Rivais na estreia na Libertadores, nesta terça-feira, Botafogo e Estudiantes já têm história para contar. E com episódio inusitado e boa lembrança para o meia Verón, atualmente jogador e presidente do clube argentino. Foi em um confronto entre as equipes em 2008 pelas quartas de final da Copa Sul-Americana que o zagueiro André Luis ganhou minutos de fama em um incidente tragicômico: ele arrancou o cartão amarelo que acabara de receber da mão do árbitro chileno Carlos Chandía e lhe advertiu. Foi, claro, expulso e as imagens rodaram o mundo. Tudo em um contexto conturbado para a equipe carioca.

O clube vivia momento financeiramente complicado. Eram três meses de salários atrasados e o elenco, em alguns jogos, mostrava sinais de instabilidade diante da situação. O presidente Bebeto de Freitas tentava contornar a crise. Assim, avançar na Copa Sul-Americana e abocanhar a premiaçaõ de 150 mil dólares era visto como um alívio. Mas não deu certo. Na partida de ida, na Argentina, o Botafogo teve a vantagem de ter um a mais desde os 18 minutos do primeiro tempo, com a expulsão do zagueiro Alayes. Wellington Paulista perdeu chance cara a cara com Andújar no fim do primeiro tempo.

Bebeto preferiu não punir o zagueiro

No segundo tempo, Boselli marcou após cobrança de escanteio em que o goleiro Castillo falhou ao tentar cortar a bola. Com isso, Verón, que já era dono do jogo, comandou a equipe argentina ao triunfo com um golaço de fora da área, no ângulo direito do goleiro botafoguense. O jogador desfilava classe em um Estudiantes já encarado como uma das melhores equipes do continente. A classificação praticamente fora sacramentada já na ida. E os nervos botafoguenses afloraram. Túlio foi expulso no fim do primeiro jogo. Na volta, uma tentativa de discurso otimista. Mas que ruiu logo com minutos de bola rolando no Engenhão, duas semanas depois.

Angeleri, com três minutos, e Salgueiro, que em 2016 viria a jogar no próprio Botafogo, abriram 2 a 0 com 33 minutos de jogo. Na segunda etapa, os pouco mais de 13 mil pagantes viram o Botafogo reagir. Lucio Flavio, de pênalti, diminuiu e André Luis, aos 20 minutos, empatou em jogada na área. Mas dois minutos depois o zagueiro surtou. Ao ser advertido com um cartão amarelo pelo árbitro Carlos Chandía, o zagueiro se revoltou, arrancou o cartão da mão do chileno e, ironicamente, lhe “aplicou” a advertência também. Diante dos jogadores e do próprio árbitro estupefato, André Luis recebeu o vermelho e deixou o campo revoltado. O Botafogo, então, não teve mais forças para reagir. Presidente do clube, Bebeto de Freitas minimizou a situação e indicou os problemas internos como possível causa.

“Ele está com problemas, nós estamos com problemas de salários atrasados e isto aumentou a tensão em campo. Mas ele é um jogador corretíssimo. Ninguém entendeu o cartão que o juiz deu para o André. Quando o André viu que seria punido, sem participação no lance, reagiu, só isso”, disse Bebeto à época.

O Estudiantes seguiu e, na final, acabou derrotado pelo Internacional de Tite, na prorrogação. Verón jogou a decisão no sacrifício, com lesão na coxa esquerda. No ano seguinte, em 2009, o meia comandou o Estudiantes na conquista da Libertadores, vencendo o Cruzeiro em pleno Mineirão. Do elenco de 2008, além de Verón, de volta ao futebol como jogador e também presidente do clube, seguem ainda no clube o goleiro Andújar, o meio de cmapo Brañae o zagueiro Desábato.

Confira a ficha do último jogo:

BOTAFOGO 2X2 ESTUDIANTES

Local: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 05 de novembro de 2008
Horário: 21h
Árbitro: Carlos Chandía (CHI)
Público e renda: 13.517 pagantes / R$ 99.649,00
Cartões amarelos: Renato Silva, Triguinho, André Luis e jorge Henrique (BOT) e Verón, Salgueiro, Diáz e Cellay (EST)
Cartão vermelho: André Luis (BOT)
Gols: Angeleri (EST), aos três e Salgueiro (EST), aos 33 minutos do primeiro tempo; Lucio Flavio (BOT), aos 13 e Andre Luis (BOT), aos 20 minutos no segundo tempo

BOTAFOGO: Renan, Thiaguinho (Lucas Silva), Renato Silva, Andre Luis e Triguinho (Luciano Almeida); Leandro Guerreiro, Diguinho, Lucio Flavio e Carlos Alberto; Jorge Henrique e Wellington Paulista (Fábio)
Técnico: Ney Franco

ESTUDIANTES: Andújar, Angeleri, Desábato, Cellay e Díaz; Galván (Sanchez), Braña, Verón (Moreno) e Benítez; Boselli e Salgueiro (Calderón)
Técnico: Leonadro Astrada

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