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22 de junho de 2026

Cruzados da Copa, dia 12: Messi, Mbappé e a diversão em uma Copa

Twitter FifaWorldCup_es

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Dia 12. Quando me propus a traçar linhas diárias sobre a Copa, sem um direcionamento ou formato certos, tinha uma certeza apenas: Messi seria tema constante por aqui. É a estrela maior do mundo da bola e assim vai seguir até que ele decida. Mas, confesso, não imaginei que seria tão mandatório assim falar sobre o 10 argentino. Cinco gols marcados em dois jogos. Fora um pênalti perdido, um gol anulado e um cartão vermelho, digamos, aliviado. Pois bem. Enfim campeão mundial em 2022, de saída do PSG rumo ao retiro espiritual da MLS, tudo indicava um crepúsculo da carreira. Ritmo menos competitivo por quatro anos, mais um embaixador da bola ainda mágico, com menos impacto. Errei feio. Ainda bem.

Veio a segunda rodada argentina e lá foi Messi, de novo, nos encantar. Prefiro este Messi. Claro que a eletricidade dos tempos de Barcelona, o maior vigor físico eram fenomenais. Mas este veterano barbado, que trota em campo mais do que antes e consegue ler os espaços melhor do que nunca me apaixona. Ele está leve, se diverte como se trocasse passes com os amigos em uma pelada nas ruas de Rosário ou Barcelona. O tapa na bola é mais moleque do que antes. Perna e cabeça soltas, soltas. Afiado como sempre na finalização, com a chapada usual no cantinho direito do goleiro. Participar da Copa, hoje, é uma tremenda diversão.

Talvez ele tenha absorvido essa característica na própria MLS. Camisa rosada do Inter Miami, vez e outra pintam lances nas redes nos quais ele brinca com os adversários, dribla sem tanta fúria, segura a pelota, ilude e, enfim, faz o gol. Coisa de moleque que brinca com a bola mesmo. É um mundo bem leve o de Lionel Messi, ao menos em campo. E aí talvez esteja, também, o segredo de Mbappé. O gosto de ser campeão mundial o francês também tem, desde os 19 anos em 2018. O vigor físico não só está inteiro, como no auge. A patada de perna esquerda no golaço contra o Irã, o primeiro, foi típico de quem também encara tudo como uma grande diversão. Sem distância, observou o goleiro e bateu forte. Mbappé tem isso. Força, inteligência, habilidade, técnica. Um pacote pronto. Depois da tempestade voltou a campo como um gurizinho francês pronto para recomeçar a pelada com os amigos após liberação da mãe. Há leveza.

Messi chegou aos 18 gols. Mbappé aos 16. São os dois maiores artilheiros de Copas. A corrida pela artilharia de todos os tempos parece uma grande brincadeira. Se o argentino faz dois, o francês repete o feito mais tarde. Seleções classificadas. Protagonistas da maior das finais. Um gênio veterano, outro craque no auge. Disputar uma Copa do Mundo parece nunca ter sido tão leve, gostoso. Sorte a nossa.

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