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Cruzados da Copa, dia 14: Vini e o que faz um protagonista
25 de junho de 2026

Cruzados da Copa, dia 15: a Copa em telas simultâneas e um abraço ao Escobar

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Dia 15. Metade de um mês e ainda aproveitamos a enxurrada de jogos. A terceira rodada, no entanto, nos deixa um tanto quanto inquietos. As partidas da Copa passam a ser simultâneas e acompanhá-las com a atenção que um Mundial merece um enorme desafio. TV ligada, tablet também, um olho aqui, outro lá. Qual está melhor? Troca para a tv, alterna com o iPad. E assim vamos. É um doce desafio, assim digamos. Ainda mais para quem viveu intensamente a era de informação via rádio e papel. Sou desses. Estou ficando velho. Mas os tempos de hoje são tão bons quanto os de antigamente.

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O “Dia 0” no fascículo do LANCE!: o início de uma Copa

Dávamos um jeito, claro. Uma tv em um cômodo em um jogo, outra na outra partida. Dependia exclusivamente se as tvs transmitiriam ou não os jogos. A outra opção era o rádio em tempos nos quais a internet ainda engatinhava e, no máximo, mostrava o placar do jogo com algum tipo de lance a lance em poucas linhas. Isso a partir da Copa de 98, mas apenas em locais privilegiados. Sempre coloco por aqui algumas páginas de um dia a dia da Copa da França que o LANCE! criou. Era fantástico. Todo dia junto do jornal vinha um fascículo para o fichário da Copa. Era uma operação de guerra do diário de esportes que tinha nascido nem um ano antes com proposta diferente. Tabloide, colorido, etc. Colecionei todos, um por um. Anos depois trabalhei na redação do mesmo LANCE!, conheci alguns que estiveram naquela empreitada. A vida tem dessas.

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França campeã e o fascículo final do LANCE! em 98

Era como nos informávamos. Papel, imagens, textos grandes, outros curtos. Era a maneira de estar por dentro da Copa. Hoje tudo é possível. Se algo inusitado acontece na arquibancada de Paraguai x Austrália minutos depois sabemos pelas redes com vídeos, diferentes ângulos. Se Plata abraça e fala algo no ouvido de Becacecce depois do jogo heroico contra a Alemanha, lá está nas redes. Tudo. Os noruegueses remando na Times Square viraram febre no início dessa Copa e pudemos acompanhar de todas as maneiras. É só puxar o celular do bolso, quando podemos assistir a um jogo na tela minimizada enquanto respondemos alguém no WhatsApp. Meu eu de 1998 não acreditaria nisso, definitivamente. Inclusive, na hora dos jogos podemos atualizar o site da BBC, que em tempo real atualiza os confrontos da próxima fase, 16 avos de final. É uma maneira diferente de interagir com o esporte e a vida. Tudo é instantâneo. Mentalmente é exaustivo. Mas a Copa vale.

Ainda teremos alguns dias de jogos simultâneos, a loucura pela classificação, a matemática que nem precisamos fazer para calcular quem vai se avançar como um dos melhores terceiros colocados. Assisti Holanda x Tunísia, depois alternei a Japão x Suécia. Foi a troca mais frenética do dia. Depois permaneci mais em Estados Unidos x Turquia e Paraguai x Austrália – cruzes, aliás – repousou no tablet. É um tsunami de Copa. Olho pra trás e convivo bem com os dois tempos. Mas, confesso, sinto falta do fascículo diário do LANCE!, daquele esfregar de mãos no papel. O mundo gira. A Copa se adapta e a gente também.

Para finalizar: Alex Escobar, o careca gente boa da TV Globo vai ver o restante da Copa de casa. Passou mal no ar lá nos Estados Unidos, fez exames, está tudo bem, mas disse que não se sente seguro. Vai abraçar a família. Justo. Conheci Escobar em 2003, quando fui fazer uma entrevista para a TV PUC com a turma do Rock Bola em visita que qualquer dia conto por aqui. Sou de humanas, mas, pelos meus cálculos, ele tinha uns 28 anos na época. Gente boa, figuraça, ri por anos com ele no rádio e depois curti o que fazia na tv. Esbarrei poucas vezes com ele desde então, mas sempre o acompanhei na sua ascensão meteórica. Saúde, cara! Boa recuperação e tudo de bom!

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