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Cruzados da Copa, dia 13: Cristiano Ronaldo e WAGs na Copa do status
24 de junho de 2026

Cruzados da Copa, dia 14: Vini e o que faz um protagonista

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Dia 14. O que faz um protagonista? Entra em campo ciente de que todos os olhos estão em sua direção. Abre um sorriso daqueles. Escancarado mesmo. Está pronto aos 25 anos. Acostumado a sofrer pancadas, dentro e fora do gramado. Desde os 16 anos é criticado, ironizado, tem seu potencial colocado em dúvida. Faltava a ele se destacar entre os profissionais. Teria ainda de se provar ao mundo. Vencer com a camisa branca do Real Madrid. Um novo Kerlon Foquinha, diziam. É na verdade um Neguebinha, acrescentavam, com desdém e racismo. Um mal que passou a sofrer e combater com a mesma intensidade. Anos depois cá está o guri que estreou entre os profissionais com o uniforme folgado no Maracanã há quase uma década como destaque absoluto da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.

Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior, o Vinícius Júnior, o Vini, atendeu aos pedidos com um sorriso no rosto. Está aí, protagonista da seleção mais vencedora de Copas do Mundo. À beira do campo abraça Ronaldinho. Balança os braços, olha para cima. Está pronto. A bola sobra, ele dá drible curto no goleiro e um tapa maroto até ela beijar a rede. Abre os braços, se diverte. Encanta. São quatro gols só nesta Copa do Mundo. Mais do que ele, vejam só, apenas Messi. Minutos depois rouba a pelota de forma marota e toca fácil no fundo da rede escocesa como se fosse uma pelada nas ruas de São Gonçalo. O apito retira o gol, alega falta. Vinícius assente. Protagonista, ele sabe sabe enxergar os momentos decisivos. Como a bola que voa do pé de Bruno Guimarães e, macia, toca a cabeça do Camisa 7 para mergulhar de novo na rede. A comemoração é marota, ensaia nova cabeçada. Ri. Sorri. Gargalha. Está aqui. Pronto.

Todos os momentos decisivos da Seleção Brasileira passam agora pelos seus pés. Não é necessário trajar a camisa 10 para isso. Entende que antiguidade é posto. Abriu mão e pegou de volta a 7. O brilho está em si. Na corrida elétrica, no arranque infalível, na troca de pés rápida, na ginga de um moleque que fez da bola o seu ofício e a sua defesa. É com ela que responde aos fracassados Nostradamus da bola que insistiam em separá-lo de seu futuro quando mal tinha deixado o Brasil. Apenas os ignorou. Juntou-se a um grupo seleto de artilheiros em todos os jogos da fase de grupos da Copa pelo Brasil. Jairzinho, Romário, Rivaldo. E ainda há tanto pela frente. Os críticos, constrangidos, se calam sem argumentos. De longe, ele leva a bola com a cabeça, faz malabarismos. Não é Kerlon, o Foquinha. É o que faz Vini, o protagonista do mundo da bola.

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