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Cruzados da Copa, dia 19: na eletricidade do mata-mata, a Copa e os quases para sempre
30 de junho de 2026

Cruzados da Copa, dia 20: França e a arte de parecer fácil

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Dia 20. Sentar-se no sofá ou, caso você seja um sortudo, na arquibancada para assistir à seleção francesa é um deleite. Prazeroso. São tantos talentos reunidos em uma só equipe que se torna programa obrigatório para quem curte viver a Copa. Mbappé, Olise, Dembelé, Barcola, Rabiot…impressiona como os comandados de Didier Deschamps são peritos na arte de parecer fácil. Observe o segundo gol contra a Suécia. Mbappé arranca pelo campo inteiro, dribla dois suecos, toca em Barcola, que rola a Olise. O camisa 10 finge que vai, mas volta. Barcola passa. Olise dribla curto e toca para Mbappé sacramentar o gol em apenas 17 segundos. É difícil. Mas nos pés franceses tudo parece muito simples.

Olise mapeia com a cabeça o espaço ao seu redor, Mbappé sabe a movimentação necessária. Um, dois, três, gol. O adversário tenta dar o rapa, busca bloquear o passe. Em vão. A França sobra na Copa do Mundo. Bem verdade que em 2022 encontrou a Argentina na final, mas só mesmo a melhor decisão de Copas de todos os tempos para nos entregar entrenimento, emoção, qualidade no mais alto nível da bola e derrubar uma favorita. É difícil puxar na mente qual seleção parecia tão franca favorita com uma Copa do Mundo em movimento. Talvez o Brasil de Garrincha e Pelé em 1962. Com a lesão do Rei logo no início houve dúvidas. O Brasil de 1998, com Ronaldo no mais puro auge e brilhantismo. Ainda assim caiu para a Noruega na fase de grupos. A própria França em 2002, mas o desgaste físico logo na estreia derrubou com tal favoritismo.

É difícil uma seleção nadar de braçada como faz a França mesmo sob todos os holofotes. Sem parecer ter feito grande esforço, 3 a 0 sobre a Suécia e passagem garantida para as oitavas. Pela frente, o Paraguai. Seria um choque mundial uma desclassificação de Mbappé e companhia. A melhor França sob o comando de Deschamps parte fulminante em busca do tricampeonato. E, sim, tudo é bem difícil. Superar adversários da elite mundial, lidar com a pressão, concretizar resultados atrás de resultados. Um passe, uma enfiada de bola, um gol. É a França e a arte de parecer fácil.

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