
(Twitter Fifaworldcup_pt)

Dia 7. O tempo voa. Lá se foi a primeira rodada da fase de grupos da Copa. 48 seleções entraram em campo em uma semana e cá estamos nós, satisfeitos, felizes e pensativos. Já abordei ontem por aqui como o Messi parece imune ao envelhecimento, ao tempo. Causas naturais não se aplicam ao 10 argentino. Deixemos isso claro. Mas bastou o último dia desta primeira rodada para a Copa confirmar que, sim, o novo sempre vem. Harry Kane. Não que seja uma novidade seu talento. Mas o palco para o seu protagonismo enfim parece se formar. Próximo de fazer 33 anos, talvez no auge da carreira no Bayern e na seleção inglesa. Desfilou talento, fez dois gols, iniciou jogadas. A referência de tudo. A Croácia, por mais que lutasse, não tinha Kane. Contava com o quarentão Modric.
O MELHOR JOGO DA COPA ATÉ AQUI!
— CazéTV (@CazeTVOficial) June 17, 2026
A Inglaterra vence a Croácia em um JOGAÇO, com direito a golaços, reviravoltas e 4 gols SÓ NO PRIMEIRO TEMPO!
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Talvez um dos jogadores que mais admirei na vida. O croata do nariz curvado encantava desde os tempos de Tottenham, tal qual Harry Kane. Mas o tempo é mesmo implacável. Melhor do mundo em 2018 – com justiça – Modric não tem mais sequer o fôlego que demonstrou em 2022. O corpo, cansado, já não é mais tão resistente. Cometeu um pênalti, saiu no início da segunda etapa. Dolorido. Tanto quanto observar Cristiano Ronaldo. Outro quarentão, quase uma década a mais do que Kane. Nem sombra do que já foi. Os anos no menos competitivo futebol saudita, talvez, estejam cobrando. Foi apenas um jogo, claro. Mas impressionou como Cristiano passou a maior parte dos 90 minutos alheio a ele. Tentava movimentações, conversava consigo numa tentativa de se convencer de que ainda pode.
A frustração deve ter aumentado diante do impacto de Messi no dia anterior. Competiram cabeça a cabeça por anos. Cristiano indica já não conseguir acompanhá-lo. E se frustra, nos frustra. Implacável, esse tal de tempo. Ainda há Copa pela frente para tudo modificar, inverter ordens, transformar verdades em mentiras. Ficamos, porém, com o que temos no momento. No fim, um Mundial de excelente nível, jogos nos quais o vigor físico dos elencos espanta em fim de temporada europeia. É uma Copa na qual o objetivo é disputá-la. Jogá-la. Sem cera, tentativas de ludibriar a arbitragem, parar o jogo. Cucho Hernández assim comprovou. Caiu, rolou, levantou e cruzou para Campaz sacramentar a vitória colombiana sobre o Uzbequistão com um 3 a 1. Poderia ter se contentado com o 2 a 1. Segurado a bola. Que nada. Em 2026 vale jogar. Entre o novo e o velho. O tempo voa.
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