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Camilo e Montillo juntos? Análise, números e possibilidades para os meias do Botafogo

Camilo Montillo Botafogo 2017

Camilo e Montillo

Camilo Montillo Botafogo 2017

Camilo e Montillo disputam oito jogos juntos em 2017: time venceu seis, empatou uma e perdeu outra

A ótima atuação diante do Atlético Nacional em pleno Atanasio Giradort reacendeu a dúvida. Afinal, Camilo e Montillo podem jogar juntos e manter o nível competitivo da equipe de Jair Ventura? O próprio técnico já deu sinais de que acredita que sim. Mas a grande atuação de Camilo em 2017 aconteceu justamente na ausência de Montillo, lesionado, em Medellín. Um gol e rápidas puxadas de contra-ataque diante do atual campeão da Libertadores. Deixar os dois em campo sem quebrar a ótima organização alvinegra para atacar e defender é o desafio de Jair.

4-2-3-1 com Camilo e Pimpão de pontas

Há alternativas. O 4-2-3-1 tem sido o mais utilizado pelo técnico alvinegro quando conta com ambos em plenas condições de jogo e tem a obrigação de tomar a iniciativa da partida, geralmente em casa. Ocorre que Montillo é quem joga centralizado e Camilo acaba sacrificado em uma das pontas, alternando com Pimpão. O time ensaia um 4-4-1-1.

O rendimento do meia cai diante da necessidade de compor a linha defensiva no meio quando o time é atacado. E pede demais de Pimpão, também, para fechar o time e ainda disparar no ataque. A exigência física pode custar caro e esgotar o time no segundo tempo. Aconteceu no clássico contra o Fluminense na Taça Rio, por exemplo. 2 a 0 no primeiro tempo, virada sofrida em 20 minutos do segundo quando o rival aplicou muita velocidade. A estratégia é dosar.

4-3-2-1: dois meias e três volantes

Jogar Camilo para o centro e Montillo para os lados é uma opção. Aos 32 anos, o argentino não tem mais a explosão que lhe fazia explorar tão bem o ataque ao conduzir a bola e tentar o arremate como nos tempos áureos da Universidad de Chile de Jorge Sampaoli. E tem mais facilidade para furar o bloqueio lateral em duelos individuais. Partir para o 4-3-2-1 daria mais solidez defensiva pelo meio para que a dupla trabalhasse mais solta. No futebol atual, no entanto, entregar espaços é um convite ao adversário. De qualquer maneira, Camilo e Pimpão teriam de cobrir as pontas à frente dos volantes.

4-4-2 com volantes; Montillo no ataque

Repetir o 4-4-2 de sucesso em Medellín é outra alternativa. Desta forma, Jair teria de escolher entre a velocidade de Pimpão na frente ou a referência de Roger na área. É uma escolha muito subjetiva neste caso. Camilo permanece à frente da trinca de volantes e atrás dos dois atacantes. Montillo, neste caso, atuaria como um segundo homem ofensivo ao lado de Roger ou Pimpão. Mas aí é o porém. Montillo deveria fechar o meio como fez Pimpão diante do Atlético Nacional. Mais uma vez, a exigência física ao argentino de 32 anos entraria em pauta.

Há espaço para ambos. Mas Jair Ventura parece caminhar pelo caminho correto ao dosar a utilização e apostar na dupla geralmente em jogos em casa. É um caminho arriscado que pode gerar ruídos recentemente como ocorreu com Camilo. Mas a temporada é longa, o desgaste, grande. Há lesões, suspensões. Argumentar que a verba investida em Montillo poderia ser aplicada em outros setores, como lateral e ataque, é sem sentido. O argentino teve impacto na confiança da torcida, por exemplo. Um grande nome em ano de retorno à Libertadores.

4-2-3-1 com Camilo no centro

Em 2017, Camilo contabiliza 12 jogos e 998 minutos, com um gol assinalado. Jogou a Libertadores cinco vezes. Montillo, por sua vez, disputou quatro jogos na Libertadores e sete no Carioca, 11 no total, com 525 minutos em campo. As lesões atrapalharam e, ironicamente, adiaram a escolha de Jair. Montillo não jogou fora de casa contra Olimpia e Atlético Nacional. Camilo não pegou o Colo Colo. Estiveram juntos em campo em oito dos 18 jogos da equipe na temporada. Contra o Olimpia no Nilton Santos, o Engenhão, Montillo atuou apenas 14 minutos antes de sentir uma lesão. Substituído por João Paulo, Camilo ocupou a faixa central em seu lugar, saindo do lado direito do campo. Diante do Estudiantes, na estreia na fase de grupos, de novo o 4-2-3-1 com Camilo ao lado e Montillo centralizado. O time venceu seis, empatou um e perdeu outro. Aproveitamento de 75%. Os números ajudam. Mas a bola, jogo a jogo, é de Jair Ventura.

Confira o retrospecto de ambos em 2017:

Camilo
Carioca: 7 jogos, 588 minutos, dois amarelos
Libertadores: 5 jogos, 410 minutos, um gol
Total: 12 jogos, 998 minutos, um gol

Montillo
Carioca: 7 jogos, 525 minutos
Libertadores: 4 jogos, 262 minutos
Total: 11 jogos, 787 minutos

Juntos:

Botafogo 2×1 Colo Colo
Camilo 75 minutos
Montillo 90 minutos

Botafogo 1×0 Olimpia
Camilo 90 minutos
Montillo 14 minutos

Botafogo 1×0 Volta Redonda
Camilo 90 minutos
Montillo 90 minutos

Botafogo 2×1 Estudiantes
Camilo 89 minutos
Montillo 68 minutos

Vasco 0x0 Botafogo
Camilo 73 minutos
Montillo 90 minutos

Botafogo 2×3 Fluminense
Camilo 90 minutos
Montillo 72 minutos

Portuguesa 4×1 Botafogo
Camilo 90 minutos
Montillo 45 minutos

Botafogo 3×2 Resende
Camilo 65 minutos
Montillo 90 minutos

Total: 8 jogos – Seis vitórias, um empate e uma derrota – 75% de aproveitamento

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