E o mundo levita: no apagar das luzes, um redentor Botafogo surge para ser o campeão
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Afinal, o Carioca deve mesmo acabar?
09 Abril 17:43

Ferj com lucro, clubes com prejuízo: Carioca encerra rotina tingida de vermelho

Rubens Lopes Nelson Mufarrej Carioca 2018

(Flickr / Botafogo)

Rubens Lopes Nelson Mufarrej Carioca 2018

(Flickr / Botafogo)

O Campeonato Carioca chegou ao fim no domingo e uma vez mais os borderôs estão tingidos de vermelho. A balança continua desigual, como na última temporada. De um lado, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) com lucro arrecadado por meio de taxas em jogos dos grandes clubes. Em 2018, o valor chegou a exatos R$ 1.258.127,10. Do outro, o campeão Botafogo, Vasco, Fluminense e Flamengo. Todos com saldo negativo nas partidas que disputaram na competição.

Campeão, o Botafogo teve direito a uma premiação de R$ 3,5 milhões devido à conquista. Valor polpudo, mas que servirá tão somente para amenizar o incrível prejuízo do clube nos 17 jogos que disputou na competição: nada menos do que R$ 2,1 milhões. Os jogos no Nilton Santos, o Engenhão, cobram conta altíssima. Apenas diante do Bangu, com 1.744 pagantes, o saldo negativo foi de R$ 250 mil. Na sequência da lista vermelha do Carioca está o Fluminense.

Eliminado na semifinal pelo Vasco, o Tricolor até tentou escapar dos altos gastos em seus 14 jogos na competição. Levou partidas para Los Larios. Mas não escapou do prejuízo. No total, o Fluminense deixou o torneio com um saldo negativo de R$ 798 mil. O maior prejuízo ocorreu quando teve 3.428 pagantes no Maracanã: R$ 297 mil abocanhados dos já combalidos cofres tricolores. Mas a fila da agonia segue. E tem endereço na Colina.

Vice-campeão carioca, o Vasco teve o déficit em seus 15 jogos na competição amenizado pela finalíssima. Com 58.135 pagantes, o clube levou para casa R$ 632 mil da renda bruta de R$ 2,2 milhões. Com isso, a pancada no saldo total do campeonato diminuiu para “apenas” R$ 581 mil negativos. O maior rombo aconteceu no clássico da Taça Rio contra o Botafogo, no Engenhão com 9.255 pagantes. O custo foi de R$ 229 mil ao clube de São Januário.

Eliminado na semifinal pelo Botafogo, o Flamengo buscou alternativas para se livrar do prejuízo. Foi a Brasília, Cuiabá e Cariacica atrás de cotas garantidas no Campeonato Carioca. Foi o grande que menos teve prejuízo, mas nem isso o impediu de ter um saldo negativo em seus 15 jogos. O déficit rubro-negro foi de R$ 321 mil. O pior jogo foi o confronto com o Madureira no Engenhão. 3.865 torcedores pagaram ingresso e o clube amargou R$ 275 mil de prejuízo.

Na ordem dos clubes que mais contribuíram com a taxas da Ferj, o Flamengo, no entanto, lidera. R$ 585 mil. O Botafogo vem em segundo, com R$ 560 mil, o Vasco em terceiro com R$ 467 mil e o Fluminense foi o clube que menos “contribuiu”: R$ 329 mil. Como há clássicos e, portanto, taxas iguais em nesses confrontos, o lucro da Federação com os 50 jogos dos grandes clubes, como dito acima, foi de R$ 1,25 milhão.

Públicos muito decepcionantes

Embora a final do Campeonato Carioca tenha sido de bastante sucesso, com 58 mil pagantes e 64 mil presentes no Maracanã, a tônica no restante da competição foi exatamente no caminho oposto. Impulsionados pela decisão, os finalistas saltaram na frente no quesito média de público. Mas não é nada para se animar. Os números ficam aquém do aceitável em um torneio de grande porte.

Campeão, o Botafogo lidera a média de pagantes no estádio com 10.907 por jogo em suas 17 partidas. Segundo colocado, o Vasco teve média de 10.294 pagantes em seus 15 jogos no Carioca. O Flamengo ficou em terceiro lugar, com 10.215 pagantes na média de seus 15 jogos disputados. O Fluminense ocupou o último lugar entre os grandes: em seus 14 jogos, média de apenas 6.938 pagantes.